7 Motivos para Não Orar o Pai Nosso

7 Motivos para Não Orar o Pai Nosso

 

Pretendo escrever alguns motivos para que não oremos o Pai-Nosso, ou a oração que Jesus nos ensinou. Entendendo que essa oração, em grande parte das vezes, quando realizada por nós, geraria um sentimento, senão sincero, encoberto, de hipocrisia. E brincadeiras a parte. Espero que sirva para uma reflexão e abençoe os seus corações. Os motivos são:

1. Não ore o Pai-nosso, pois você terá de ver Deus como Pai.

É nessa oração que aprendemos com Jesus, que Deus deseja se relacionar conosco de forma mais íntima, mais sincera e mais pessoal. É nela que vemos que em Cristo podemos nos achegar a Deus como um filho à um Pai. Nessa oração, Jesus me ensina que com Deus eu falo como falo com meu pai, não como quem manda, mas como quem sabe que o pai o ama, sabe o que é melhor para mim, e mesmo que custe uma infelicidade momentânea, olha sempre além daquilo que desejo, e realiza o que for para o meu bem. Ainda me mostra que Deus não é um empregado, mas alguém que me conhece, sabe como sou desde o dia que fui concebido (e Deus sabe até antes disso). Conhece minha personalidade e sabe de como cada oração, caso seja atendida, terá consequências para a minha história. Com Deus, a gente se relaciona como: o carente de amor ansiando por Aquele que é essencialmente amoroso; o depravado ansiando pelo reconciliador; o que é pó e voltará a ser pó desejando Aquele que é antes de todas as coisas. Você terá de reconhecer quem Ele é: Pai amoroso, Deus bondoso e Senhor Poderoso. Não ore o Pai-Nosso, pois Deus sairá do lugar de fornecedor dos seus desejos para o lugar de Pai que você deve amar.

2. Não ore o Pai-Nosso, pois você vai ter de largar seu egoísmo.

É na oração do Pai Nosso onde Jesus me ensina que com Deus, não se relaciona meu egoísmo, minhas vontades e meus desejos. Se trata de uma relação plural. Apesar de estar sozinho, no quarto de oração, não tendo ninguém além de Deus com você, sua conversa é plural, você fala com Deus como quem sabe que tem muitos irmãos. Como quem sabe que a maior das batalhas que terá de enfrentar durante a caminhada de fé e peregrinação espiritual é o de negar-se a si mesmo e olhar para o de fora, para além de si. Sabe que sua maior luta é contra suas vontades, tentações e desejos. Não ore o Pai-Nosso, intrinsicamente essa oração pede isso: que você aprenda a olhar para os outros.

3. Não ore o Pai-Nosso, pois você terá de reconhecer o reino de Deus.

É na oração do Pai-Nosso, mais do que em qualquer outra, que nós aprendemos grandes coisas sobre Deus. A primeira é a existência real de uma forma de viver onde Deus é uma realidade concreta e os seus preceitos não são tidos como loucura, filosofia vã, altruísmo ou idiotice, mas todos os habitantes desse reino são inspirados e levados a experimentarem mais dEle e de seu amor na prática dessa realidade, nessa forma de viver e pensar na vida. Isso é o reino de Deus. Ainda, pode-se ter certeza da existência de um paraíso, céu, ou qualquer outra nome ligado a um destino eterno, onde Deus já governa e realmente exerce seu papel integral. É no reconhecimento dessas duas coisas que se acaba com agnosticismo (onde Deus não existe um reino de trevas também não); como também se acaba com o racionalismo frio (as coincidências frequentes que os ateus enxergam, etc). Aqui, se reconhece que Deus, de fato é Deus. Que Ele reina e está assentado no trono da história, e você ao orar o Pai-Nosso, pede que esse governo dEle, de justiça e paz, chegue até nós. Por isso, é muito mais fácil não orar o Pai nosso do que deixar de falar para todo mundo que esse mundo está perdido e não tem mais jeito. O Pai-Nosso é pra gente teimosa que ainda insiste em acreditar que Deus deseja restaurar a humanidade.

4. Não ore o Pai-Nosso, pois você terá de abrir mão de sua vontade.

Não tem mais essa do que eu penso, quero, faço, sonho e pronto. No Pai-Nosso, o que conta é a vontade de Deus. E se for pra Ele realizar mesmo a vontade Dele, muita coisa teria de ser diferente. Muita coisa ia ter de mudar na nossa vida. Se for pra vontade soberana de Deus se realizar, você terá de aprender a dar bom-dia para a senhorinha do prédio; terá de respeitar a faxineira que você sempre destrata na faculdade; terá de abrir mão da piada pejorativa que humilha seu colega com dificuldades específicas; terá de olhar para a prostituta com respeito e piedade; e para o mendigo como um cidadão digno. Se for para a vontade de Deus prevalecer mesmo, você terá de negar-se, ir à cruz, morrer para si mesmo. Não ore o Pai-Nosso, é bem melhor para você deixar essa oração quieta, desacreditada, tida como algo sem relevância nenhuma, porque se lhe der a atenção devida, pode lhe custar todo seu modo de viver.

5. Não ore o Pai-Nosso, pois ao orar você assume compromisso com o mundo.

No trecho do “pão nosso”, pense que: pão nosso é fome, pão nosso é carência, pão nosso é necessidade, pão nosso é problema. Ainda, pão nosso é dependência diária. É fé na provisão de Deus também, e a pessoa “gramatical” da oração é a primeira, só que do plural. O outro come comigo, sua necessidade é minha também; seu problema também é meu; sua carência é minha responsabilidade; sua fome é minha fome. Vai por mim, orar o Pai-Nosso sabendo do que o pão nosso pode implicar é desconfortante e pode te fazer pensar em muita coisa. Por exemplo, na quantidade de pessoas no mundo que não tem o que comer enquanto você reclama da pitada a mais de sal na sua comida; da quantidade de pessoas no mundo que carecem de privilégios que você tem à regalia e reclama por não serem de última moda, ou lançamento, ou simplesmente pelo prazer que você tem de reclamar. Orar o Pai-Nosso pode ampliar e muito sua consciência do quanto você tem, e do quão medíocre você tem sido, e na boa, eu sei que você não quer mexer nisso.

6. Não ore o Pai-Nosso, pois você terá de perdoar.

Não se trata de opção, mas de condição. Causa e consequência. Perdão me traz perdão, não perdão me traz não perdão. Simples. Você terá de abandonar seu hábito de fofoca, seu rancor, sua amargura. Terá de aprender a olhar para o outro, mergulhado, encharcado no sangue de Jesus. Ainda terá de ver entre o erro dele que te gerou feridas e grandes angústias, pela ótica da cruz. Compensa mesmo carregar essa angústia e ressentimento sabendo que o preço disso foi consumado no madeiro? Na verdade, você terá de aprender a olhar para o outro, disposto a amá-lo novamente, como Deus faz contigo. É, eu sei, é bem mais fácil não orar assim né?!

7. Não ore o Pai-Nosso, pois você terá de lutar contra sua vontade de pecar.

Aqui quero deixar claro que você épecado. A queda de Adão grita através de você. Mas a condição de depravação total que você se encontra não é motivo para uma vida desgraçada que te conforta quando as verdades da palavra não são respeitadas. Cristo te ensina nessa oração: lute contra a tua vontade de fazer aquilo que já te foi ensinado pelo Pai, em obra do Espírito Santo, que não é da vontade dEle que você faça. Sabemos que iremos pecar, mas queremos ser pegos de surpresa pelo pecado. É baratear e não “encarecer” o sangue de Cristo o acúmulo de males. E vamos concordar, é mais fácil não orar o Pai-Nosso, do que lutar contra aquilo que você é: pecado.

Espero, apesar de ter dito que não ore. Ter te inspirado a orar, com sinceridade, temor e tremor a oração que Cristo nos ensinou.

Em amor.

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